segunda-feira, 11 de junho de 2012

NA GUILHERMINA HÁ ESPERANÇA


Cidadãos passam naquele vai e vem
De lotação, busão, metrô ou de trem
De vários lugares, várias quebradas
Vários trampos, várias caminhadas

De olhos sempre muito bem abertos
Não pode vacilar nessa cidade de concreto
Espertos, vida doce tão amarga
Aqui se trabalha mais que burro de carga

Linha vermelha é aquela correria
Suicidadãos na batalha do dia a dia
Entupindo platarformas, vãos, cuidado!
Indo, vindo e sonhando acordados

Sonhe, reze no lugar demarcado
Abra os olhos, você está sendo fulminado!
Na ação e baldeAção, sempre com fé,
Barra funda, Santa Cecília, Republica, Anhangabaú, Sé

Nossa Senhora, o povo está cansado
De viver espremido, todo dia enlatado
Que nem gados, desrespeitados o ano inteiro
Vivendo desiludidos de janeiro a janeiro

Pedro II, Brás, Mooca, Belém
O vagão vai ficando vago, amén!
Tatuapé, carrão, Penha, Vila Matilde
E uma Senhora ali, quase teve um “Tilt”

Mas o nosso povo nunca desiste
Tá ruim, mas ainda a gente insiste
Pedra mole, É... um dia há de furar
Itaquera ou não queira nós não paramos de lutar

Enfim, Guilhermina-Esperança
De Barueri até ali, é chão, andança
Zona leste, oeste, sul e norte
Todos juntos, seguindo firmes e fortes

Poetas chegam com sorriso no rosto

Com alegria na alma que dá gosto
Metralhadora poética pronta pra disparar
Só esperando a hora do Slam começar

As Guilher minas chegam com esperança

Os Guilher manos com fé e confiança
Juntos, todos começam a brincadeira
Pipocar Poesia em plena sexta feira

Nessa terra também tem coisas boas
Estação da esperança na terra da garoa
Só abrir os olhos, assim vai enxergar
Do asfalto e do concreto a poesia vai brotar.



Poema em homenagem ao Slam da Guilhermina

Caranguejúnior




 










Um comentário:

André Dia(s,z)? disse...

È isso, aí! O poeta sempre enxerga uma luz no fim da linha!


Abraço!