terça-feira, 21 de dezembro de 2010

1° CARAVANA DA POESIA

Nos dias 18 e 19 de Dezembro do ano 2010, foram os dias em que participei de uma experiência pra lá de emocionante e libertadora, os dias que foram realizados a 1° Caravana da Poesia, onde poetas de São Paulo foram ao Rio de Janeiro para 4 Sarais na periferia.A “viagem” começou mesmo na sexta-feira dia 17, onde me encontrei com o Poeta Marcelo Tadeu integrante do grupo Poetas do Tietê, em um bar no Anhangabaú, para umas cervejas e conversas antes de embarcarmos no buzão, e de onde iríamos direto para o Bixiga, mais precisamente n° 70 da rua 13 de maio, onde é o local da livraria do Buzo (Suburbano Convicto). Chegando ao local não havia ninguém na livraria, o porteiro pediu que entrássemos, pois, já haviam poetas lá em cima aguardando, subimos as escadarias e a livraria estava fechada e retornamos pelos degraus, para nossa surpresa havia uma poetiza do sarau da Cidade Ademar, uma das Camilas (Milane), sozinha, fumando um cigarro, ela nos chamou e nos informou que estava trancada lá, quando fomos até o portão, verificamos que o porteiro tinha nos deixado trancados no recinto também, entre gritos e assobios, ninguém estava lá para abrir o portão. Depois de várias ligações e quase 40 minutos trancados, vieram nos acudir, abriram o portão e foi uma sensação boa de liberdade. Subimos a 13 de Maio para encontrarmos o Pezão, achamos logo o poeta junto com o poeta Valmir Jordão e Tubarão, decidimos então, descer a 13 de Maio para tomarmos algumas geladas e papearmos, entre sobe 13 e desce 13, encostamos em um bar conhecido dos Poetas Valmir e Pezão. Entre cervejas e cervejas, os poetas que iriam participar da caravana, foram chegando, Sarau do Binho, Elo da Corrente, poesia na brasa, Sarau da Cidade Ademar, Suburbano convicto, Círculo palmarino e Vila Fundão, fora os Poetas do Tietê. O ônibus estacionou quase a uma da madrugada, e já estávamos quase todos embriagados de tanta cerveja que rolou, embarcamos e o ônibus partiu em direção a cidade maravilhosa.

Dentro do “buzão”, a alegria estava tomando conta, muitos poetas estavam indo ao Rio de Janeiro pela primeira vez e ainda por cima, para recitar poesias. Entre batuques de pandeiros e versos de samba, rap e (“ninguém vai nanar”) a viagem foi embalada pela madrugada adentro. Chegamos ao RJ e pegamos logo um engarrafamento monstro na Rodovia Presidente Dutra, conseguimos chegar ao SESC Ramos, onde fomos recepcionados, por volta das dez da manhã, a viagem foi longuíssima e cansativa, mas, todos estavam animados para a aventura poética na cidade. Tomamos café da manhã no SESC Ramos, almoçamos e relaxamos um pouco antes da partida para o primeiro sarau - Complexo do Alemão.

O ônibus partiu para o Complexo do Alemão, precisamente na Grota, uma das comunidades do local, o Buzo gravou a nossa chegada para o programa Manos e Minas da TV Cultura, desembarcamos na comunidade e logo de cara vimos as cenas que até então, só tínhamos visto pela TV, soldados armados de fuzis e metralhadoras, tropa de elite, caminhões de guerra, circulando pelas vias, o momento foi de tensão, mas, sabíamos que nada iria abalar a nossa vibe positiva. Seguimos até o local onde rolou o sarau, era um evento da comunidade chamado Circulando, sétimo ano que rola esse evento por lá. Os poetas foram anunciados pelos microfones e logo estávamos todos unidos, poetas-comunidade, na mesma sintonia. O Sarau começou com os tambores do Sarau da Brasa chamando os poetas, vários poetas se apresentaram, nesse meio tempo, os Poetas do Tietê foram até uma parte da comunidade gravar os vídeopoemas para exibição no blog, enquanto o sarau pegava fogo na outra parte do evento. Tudo correu bem, sem problemas algum, a receptividade da comunidade foi na paz, saímos do complexo do alemão por volta das cinco e tantas da tarde em direção a comunidade Fallet em Sta. Teresa.

Dentro do buzão indo em direção a Sta. Teresa, víamos da janela a beleza e a pobreza da cidade, uns pontos lindos, outros nada agradáveis do RJ, chegamos em Sta. Teresa por volta das seis e meia da noite, desembarcamos em um ponto onde tinham vários casarões antigos, ruas de paralelepípedos, bairro bem arborizado e bonito, logo pensamos que iríamos recitar naquele lugar amistoso, puro engano. Começamos a caminhar pelo bairro, subindo e descendo ladeiras, entrando por vielas e escadarias, logo a face da comunidade foi revelando-se para os poetas. Homens armados com pistolas e fuzis nos fitando, o tráfico imperando nas ruas, a pobreza de alguns a riqueza de outros e a tensão tomou conta de todos que ali estavam, sem exceção. Fomos chegando próximo ao local onde estava acontecendo um evento organizado pela comunidade, a cena foi de susto, bandidos armados faziam a segurança próximo ao local, uma fotografa que nos acompanhava, retirou a câmera da bolsa e logo foi repreendida por um dos traficantes, dizendo que não podia filmar nem fotografar e isso a base de gritos, a moça ficou em pânico e começou a chorar, o escritor Julio Ludemir que estava nos acompanhando e conhece a comunidade, foi conversar com o traficante para amenizar a situação. Subimos para o local do sarau que correu bem, apesar da tensão que rondava por ali, ao final do sarau, fomos convidados a comer um enorme bolo (e por sinal uma delícia!) que a comunidade havia preparado para o evento. Logo chegou a hora de parti já eram quase dez da noite, teríamos que subir ladeiras e escadarias novamente, poucos estavam dispostos, um dos traficantes que estava mais enturmado com os poetas, fez questão de ir buscar o ônibus para que não fizéssemos aquela romaria toda da subida, mais, não teve jeito, o ônibus não entrava naquelas vielas apertadas da comunidade, subimos a base da “canela” e chegamos ao buzão, suados, cansados e felizes por tudo ter corrido bem. Partimos então, para o terceiro sarau do dia no Morro Agudo em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense.

Embarcamos e o ônibus partiu para Nova Iguaçu no Enraizados, uns cansados, outros ainda com as baterias carregadas, porém, ninguém desanimado, ainda estávamos no clima de adrenalina ocorrido no último sarau na comunidade Fallet. Chegamos ao local, centro de cultura do Enraizados por volta das meia noite e meia, e no local já estava rolando um evento com música e foi só os poetas chegarem que a animação tomou conta de todos, assistimos as apresentações de free style do MCs do projeto Enraizados, muito bom por sinal, tinha um menino de onze anos que mandou muito bem no free style. Após a apresentação dos MC’s, começou o nosso sarau com a abertura do sarau da brasa com os tambores chamando os poetas para recitarem, tudo na maior paz e alegria, todos os poetas visivelmente cansados fizeram um recital muito louco, mandaram bem em todos os poemas, encerramos com os tambores da brasa a noite de poesia, mais ainda rolou uma batalha de MC’s na brincadeira com os poetas e os meninos do projeto Enraizados, a noite só estava esquentando, um churrasco e muita cerveja ainda estava para sair, enfim, lembro que fui dormir por volta das cinco da matina, embriagado e com a garganta ruim de cantar e as mãos doendo de tocar atabaque.

Despertamos logo cedo numa manhã de domingo quente a beça, para nos organizar para ir à praia, de inicio a dúvida de qual praia ir, mais, a maioria venceu, iríamos a Ipanema, o buzão encostou por volta das onze da manhã, embarcamos de mala e cuia, pois, era nosso último dia no RJ, fomos a Ipanema, chegando no local de desembarque, logo todo mundo se espalhou, os Poetas do Tietê foram até Copacabana onde gravou-se um Videopoema na estátua do Drummond, que fica à beira da praia, e curtimos o Arpoador e Ipanema também. Tudo muito bom, tudo muito bem, mas, ainda teríamos o último compromisso no morro do Borel, último sarau da Caravana da poesia, embarcamos no buzão por volta das seis da tarde e partimos para o Borel.

Chegamos na comunidade por volta das sete da noite, desembarcamos em frente a um SESC, e pegamos umas kombis que é o transporte tradicional de quem sobe o morro, pois, o ônibus que estávamos não entrava nas ruas estreitas da comunidade, tampouco, subiria aquele morro imenso, a vista lá de cima era maravilhosa, dava para ver o RJ inteiro, muito lindo mesmo, o lugar não poderia se chamar outro – Chácara do Céu- onde desembarcamos na casa do Sr. Gabeira, líder comunitário, haviam duas placas que anunciavam “Rajadas Poéticas: Os Poetas estão chegando” no terraço da casa, sua esposa e família nos recepcionaram com uma galinhada (uma delícia!) para matar a fome dos famintos poetas, comemos bastante e depois ainda rolou uma sobremesa para fechar o banquete, subimos a laje da casa do Sr. Gabeira para admirar aquela paisagem deslumbrante do RJ é a melhor digestão que existe, comer e olhar a paisagem. Hora do último sarau, fomos para o local, uma antiga igreja, próximo a uma UPP (unidade de polícia pacificadora) da comunidade, fomos nos organizando e chamando a criançada toda para participar, alguns minutos depois, a comunidade já estava nos aguardando começar o sarau. Foi demais, a comunidade aplaudia cada um dos poetas que se apresentaram como se fosse o primeiro sarau da caravana, um dos melhores que fizemos nos dois dias de caravana, e para encerrar o sarau, fizemos uma ciranda com todos os presentes, as crianças adoraram. Nos despedimos de todos por volta das onze da noite, felizes, com a sensação do dever muito bem cumprido. Embarcamos nas Kombis e fomos em direção ao ônibus, embarcamos no “buzão” e hibernamos, não se ouvia um ruído de vozes, pandeiros ou outra coisa qualquer, só os roncos e respirações dos poetas fadigados. Por volta das três da madrugada, acordamos com o ônibus balançando e um barulho, o pneu do buzão havia estourado, um detalhe que não poderia faltar na aventura, toda caravana tem o seu perrengue, o motoristas e alguns dispostos desceram para trocar o pneu, depois de uns quarenta minutos, estávamos de volta a estrada. Chegamos em SP por volta das sete e meia da manhã da segunda feira, dia 20, cansados e felizes, com um gostinho de quero mais, fechando o ano com chave de ouro... olhei para trás e vi os poetas com suas malas voltando para suas casas e vidas reais.



 


Caranguejúnior

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

OS POETAS DO TIETÊ - I CARAVANA DA POESIA

Os poetas do Tietê embarcam no buzão da I Caravana da Poesia que vai para o Rio de Janeiro em 2 dias e onde participarão de 4 sarais na cidade.
Organizado pela Poiesis junto com o escritor, apresentador e cineasta Alessandro Buzo, a I caravana da poesia vai contar com um buzão com 40 e tantos poetas de diversos sarais de São Paulo como: Brasa, Fundão, Elo da Corrente, Ademar, Suburbano e Binho, e os Poetas do Tietê foram convidados por Marco Pezão, Coordenador da Poiesis para participarem dessa jornada poética de 2 dias na Cidade Maravilhosa, abaixo os locais por onde a I Caravana da Poesia irá passar:




Sábado 18/12
14h - Complexo do Alemão

19h - Comunidade Fallet (Sta. Teresa)

22h - ENRAIZADOS (Nova Iguaçu, Baixada)


Domingo 19/12

Manhã e tarde (PRAIA)


18h - Ultimo Sarau no "Salgueiro"

Fonte dos locais: http://buzo10.blogspot.com/


 
 
 
 
Caranguejúnior

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

IV REI MAGO (Brasileiros)

É pedreira
Pauleira!


Mas, continuo caminhando...
Entre barrancos e vários trancos
Continuo caminhando

Olhos abertos
Sempre esperto
De certo que a estrada é longa
Caindo e levantando
Caminhando
E mudando...

Mesmo que digam que a caminhada
Não dará em nada
Mesmo que digam que tudo
Voltará ao que era antes

Sigo ofegante...

Um dia eu chegarei
Até àquela estrela brilhante...



Caranguejúnior (na caminhada...)










segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

RJ- AQUEELEE ABRAÇOOO!!

Carros queimam em avenidas
Tiros cortam o céu
Os corpos...

Quem achará as balas perdidas?

O lençol branco que simboliza
A PAzzzzz...
Cobre mais um corpo

Pessoas assustadas fechando janelas
Tanques de guerra invadindo favelas
Tropa de elite saiu das telas
O Sangue escorrendo pelas vielas...

E Deus olhando tudo da janela do paraíso
O paraíso que não é aqui...

Tchau!! “Aqueelee abraçooo!!”
Vou me esconder!
E rezar...





Paz nas cabeças e nos corações!
Caranguejúnior

HAI KAI DA SEGUNDA

Não haveria uma maneira

de toda segunda

ser na sexta feira?

 
 
 
 
Caranguejúnior

terça-feira, 23 de novembro de 2010

STAND e BYE!!

\/



É você
Que controla o controle remoto?

Ou

O remoto controle
Que controla seu remoto pensamento?

Ou

Você que já perdeu
O controle ?

Ou

Sua mente remota
Que esta morta?


Quem controla quem?


O controle remoto
Fútil

Ou sua mente
Útil?




Não pense...

Stand e bye!!




Caranguejúnior

SATEOP OD ÊTEIT

Na selva

De Pedra

Que transforma
Vários corações

Em pedra

Com seu povo

De pedra

Com seus sonhos

De pedra

Seus sorrisos

De pedra

Seus olhares
Duros duros

Como pedra

Sentimentos
A flor

Da pedra

Eclodindo gritos

De pedra

Os poetas prosseguem
Solitários suas solitárias
Sinas
Sem se deixarem
Metamorfosear pela falsa realidade
Cinza e sólida
Da cidade na qual a esperança
É apenas um gafanhoto verde
Estático na parede

De pedra...

Procurando sentido
No que não tem sentido
Trazendo nos bolsos
Poesias multicores
Liberdade!
E um trocado pra cerveja...







Aos amigos Poetas do Tietê!



Caranguejúnior

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

RAP-OEMA

Eu só preciso de uma caneta
E vários sonhos com asas
Habito o olho mágico das casas

Não quero ser comido
Pelas moscas varejeiras
Que entram nas cabeças
E fazem a festa
Como entram nas lixeiras
Cheias de bactérias

Que sugam a inteligência
A decência
Derramando decadência
Sobre os pensamentos
Desligados

Quero viajar pelos telhados
Acumular palavras destiladas
Por todos os lados
Que cheiram a etanol
Gasolina aditivada
Ideias em ponto de fulgor

- Desce mais uma garrafa de amor, por favor...

Quero poesias pixadas
Nas fachadas
Nas sacadas
Nas calçadas

Poesia erradas
Certas
Poesia em linhas retas
Que me façam esquecer
E fugir para algum lugar
Que não seja aqui
Nem lá
Poesia na faixa
Que até Gaza iria gostar

Olhar da janela
E ver um mundo melhor
Dos arranha céus às vielas
Do bairro nobre à favela
Todos juntos unidos em um só
País

É o que a gente sempre almeja
O que a gente sempre quis
Trabalho, dignidade
Comida na mesa e um trocado pra cerveja
Gente sorrindo e feliz

Amor, paz, união e confiança
Ainda tenho esperança
Que esse mundão vai mudar

A terra gira
As flores nascem
E tem gente que só tá nesse mundo de passagem
Parados, aguardando o urubu vir beliscar
Eu quero é me movimentar
Pois, até o sabiá sabe assobiar...

A humanidade precisa um pouco mais
De dois “P”
Paz e Poesia!
Paz para sobreviver
E Poesia pra ajudar a
Viver !...





Caranguejúnior

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

CONTO-BAIXINHO (pessimista)

- Ah, tô meio triste, pois, Perdi a esperança...

- Deixa pra lá cara, toma a tua cerveja e relaxa... era só um grilo verde...


 
 
 Caranguejúnior

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

POESIA PERDIDA

Plaw !!! um tiro acidental...

E uma
Poesia
Desprendeu-se
De mim

Não a libertei
Ela
Libertou-se
De
Mim

Uma
Poesia
Escapou
De mim

Não, não a soltei
Ela
Fugiu
De mim

E velozmente
Foi
Por aí

Tal qual bala perdida
A procura
De qualquer
Corpo
Que a encontre...





Caranguejúnior

terça-feira, 26 de outubro de 2010

E AGORA?

E agora que o tal do amor acabou?

Chegou como tsunami
Quebrando tudo pela frente
E terminou como garoa
No céu do sertão

E agora que o tal do amor acabou?

Veio como flecha sem destino
Pesou como ancora
Estressou como fila de banco
E acabou por telefone...

E agora?

Que não adiantam
Flores

Que não adiantam
Cores e suspiros...

E agora?

Que não adianta chorar o amor derramado...




Poema para minha amiga May, que terminou o namoro por telefone com Marcio, e eu assistindo tudo (a novela mexicana) pelo msn.


poema postado também no Overmundo
 



Caranguejúnior

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

SONHO ( Micro conto pessimista)

- É... definitivamente, o sonho acabou...

- Nada velho! bora atravessar a rua, que tem outra padaria na esquina.







Caranguejúnior

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

TIMIDEZ

Quando fui falar de AMOR
Quando fui falar de AMAR


A
M
O
R
daçado fiquei


Na hora...
Definitivamente


A
M
A
R

elei...







Caranguejúnior

sábado, 16 de outubro de 2010

SUSPEITO II

    I I
..........
..........
..........
..........
Gostaria
De traficar
Muita informação
Gostaria de
Metralhar
Palavras na
População
E se eu não
For preso
Continuarei
Sendo
Suspeito por
Olhar bem de perto
Prestar bem atenção nas coisas
incertas
De nossa nação levo
Nos bolsos a minha
Droga que vicia e
Minha arma que fere
Mais que bala de canhão
POESIA.......
.....................
......................
.........................
...........................
.............................
.................................
...................................
.....................................
.........................................






 
Caranguejúnior

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

SUSPEITO I

MR. COP :


"Mãos na cabeça malandragem!!
Que tem aí nos bolsos?! Esvazia!! vai! vai!!
tá armado!!?"


POETA:

"O que eu trago nos bolsos Sr.?

São poesias
De pedra
Para jogar
Na sua cabeça!

São poesias
9mm
Para acertar
Seu coração!

O que eu trago nos bolsos Sr.?

São poesia
Letais
Para envenenar
Sua alma!

São poesias
Alucinogénas
Para deixar
você doidão !"




E todo o poeta é suspeito, até que se prove o contrário...





Caranguejúnior

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

APENAS UM POETA



O poeta é um fingidor
É uma farsa
Uma farpa nas mãos de um rei
O poeta é uma verdade mentirosa
É uma mentira verdadeira

O poeta é uma fraude de Freud
É sem explicação
É um cisco no olho
É a porta sem ferrolho
O poeta é o caos do silêncio

O poeta é o grito de dor
É a semente da flor
É o raio que o parta
O poeta é a máscara caída
É o beco sem saída

O poeta é a tristeza da alegria
É a fuligem da cidade
É a vertigem da verdade
O poeta é o ladrão de sonhos
É a contramão da avenida

O Poeta é o tumulto da calmaria
É a paz da anarquia
É a dança sem música
O poeta é a música sem dança

O poeta é a bala perdida
É o fio da vida
É a ilusão de ética
O poeta é o erro de estética

O poeta é o que se quebra
É o que desperta
O poeta é apenas
Um poeta

 
 
Baseado no Poema "Autopsicografia" de Fernando Pessoa
 
 
 
 
 
 
Caranguejúnior

terça-feira, 28 de setembro de 2010

PLANEJAMENTO ( vida besta )

Quatro horas da matina
acordar, tomar banho
trocar de roupa e sair

Quatro ônibus
e um trem...

Trabalho, sufoco
suor na testa
cimento nos olhos

Quatro pessoas

Conversa no almoço
quatro garfadas
e um arroto

Quatro passos

Trabalho, sufoco
Suor na testa
cimento nos olhos

Quatro para às seis

Final do expediente
quatro pessoas
na parada de ônibus

Quatro ônibus
e um trem...

Quatro passos
para casa

tomar banho
trocar de roupa
e dormir... zzzz




Criado na Papoetaria do Tietê, junto aos amigos Poetas do Tietê, mais criação no blog.

(Baseado no Poema do Drummond ''Cidadezinha Qualquer'' )






Caranguejúnior

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

POEMAVERA



Você flor esperta alada despetalada
Ao meu lado me desperta de um
Sonho de verão nessa
Primeira primavera
Com um cheiro
No cangote
Me
Falando
Que
As
Flores
Abriram
Para
Que
Eu
Não
Perca
A
Hora
E
Não
Chegue
Atrasado
Na 
Estação
Cidade Jardim







E já é Primavera... 





Caranguejúnior

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

VIDEOPOEMAS POETAS DO TIETÊ



Novos vídeopoemas dos Poetas do Tietê: Paulo D'auria, André Dias, Marcelo Tadeu e Caranguejúnior
Disponiveis no blog  POETAS DO TIETÊ


Confiram!

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

OFICINA PAPOETARIA DO TIETÊ



Os poemas abaixo foram criados na oficina Papoetaria do Tietê, junto aos amigos Poetas do Tietê.

Não era amor, era...

Pensei que era
Meu amô
Senti que era
Seu amô

Quando me tocava
E me olhava
Em minha barriga acontecia
Uma revoada de borboletas

Pensei que era amô
Senti que já era!
Quando o médico diagnosticou:

Não era amô, querida...


Era lombriga...




O amor é foda

O amor sou eu
O amor é você
E eu
O amor somos nós
O amor é você perto
Eu longe

E nós juntos na cama
O amor é definitivamente foda


É foda!


Língua Solta

O que eu falo
O que tu fala
O que nóis fala, mano!
Oxe!!

É bossa
É cumbia
É rock
É samba

Língua nossa
Sem frescura
Do povão
Da cultura

Ai dôul nôul! Explique isso!
Aimi nóti dógui nôul!

Soul Tupi
Soul Brazuca
Sou daqui
De Língua Solta

O que eu falo é bossa
Da língua nossa

Saravá!



 
Caranguejúnior
 
Poemas publicados também em http://poetasdotiete.blogspot.com/
 
 
 
 
OFICINA PAPOETARIA DO TIETÊ
(Poesia, Prosa, 1 chôps e 2 pastel)
 
Atracamos no Tendal da Lapa e convidamos você pra entrar num barco de poesia, prosa e paulistaniedade. Pra navegar nesta oficina não é preciso prática nem tão pouco habilidade, apenas traga sua luneta e venha descobrir conosco os tesouros escondidos na cidade.

HORÁRIO: Aos sábados
das 11 hs - 13:00 hs
Centro Cultural Tendal da Lapa
(Rua Constança, 72 – Lapa)
INSCRIÇÕES: No local
ou pelo tefefone 3862-1837
 

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

O SERTÃO VAI VIRAR SÃO PAULO E SÃO PAULO VAI VIRAR SERTÃO

))))))))))))))  ((((((((((((((



Dias SECOS))) SECOS))) SECOS))))))
Ar SECO))) SECO))) SECO))))))
Povo SECO))) SECO))) SECO))))))
Olhar SECO))) SECO))) SECO))))))
Lábios SECOS))) SECOS))) SECOS))))))
Boca SECA SECA SECA
Garganta SECA SECA SECA

E eu reverberando)))) poesias de concreto...



 ))))))))))))))  ((((((((((((






Caranguejúnior

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

ATAQUE


Aponta o arco
Atira a flecha
E acerta
Seguindo a seta

Enquanto corro

Lança na sorte
A lança de perfume
Que perfura
E cura

Enquanto fujo

Joga o dardo certeiro
Dispara o morteiro
Vivo-letal
E melífero

Enquanto surto


Arma a arma
Amar... dilha
Em qualquer ilha
Há milhas

Enquanto sumo


Dispara seus olhares
Perfurocortantes
Beijos sufocantes
Afagos paralisantes

Enquanto amo-te


Sem colete a prova de amor...


 
 
 
 
 
 
 
Caranguejúnior

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

ENTRE 4 POEMAS

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entre
quatro
poemas
abri
a
janela
e
deixei
o
verso
entrar

entre
quatro
poemas
pendurei
um
quadro
menos
ruim
do
que
costumo
admirar
entre
quatro
poemas
dividi
meu
di
versos
móveis



E
decidi
viver
para
sempre
preso
entre
quatro
poemas

________________________________________________






Caranguejúnior

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

NO MEIO DA PEDRA TINHA UM CAMINHO







No meio da pedra
tinha um caminho
no meio do caminho
tinha um aviso
segue em frente e não olhe para trás 2.672km


E no meio da selva
tinha várias pedras
areia brita cimento viga
e uma sinfonia de uma louucoomotiva cotidiana




colunabateestacacolunabateestacabibifomfométrêsporumreal




quem com ferro fere já esta louco de pedra?
deu o bote escondeu as unhas, e quantas arranha céus?


no meio do caminho...
quase caí do cavalo de Tróia
usei meu antivírus baixado em Santo


e meio que perdido
acabei me achando
relaxando 
e estacionando nas raras vagas de zona azul 
que não precisa de green card e nem coiotes










Caranguejúnior